terça-feira, 12 de março de 2013

-Paraíso de realidade-

Emerjo dos meus vícios como um velejador que corrompe o mar. Desbravei os oceanos do desespero e escapei dos lagos de Plutão embriagado em tolices e viciado em ópios mentais. Eu decerto sobre a majestade dos paraísos que encontrei quando estava fora de mim. Salvar-se do naufrago em uma ilha deserta, escapar da própria mente que cai no abismo porque sua poupa estava rachada. As profundezas do Hades são paradisíacas, sabores de realidade interna que te fazem contorcer a própria carne. Um momento de lucides sobre os alicerces de saturno e você compreende as barreiras do cosmos. Acendo a canfora para dispersar este mal cheiro que impregna em mim nessas noites em que caio de Uranus. Revoltas de ponta no oceano coletivo de minha mente que despertam-me para uma realidade genuína, digna de quem nunca viveu um segundo e ao acaso percebe-se vivo apos tossir.

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