sexta-feira, 15 de julho de 2011

Aurora

No aroma de tua pele o orvalho perfumado
Que revigora o meu semblante já cansado da batalha
Atraindo-me ao aconchego de teu amor.
Em teus cabelos á aurora da minha manhã
Que transforma o meu animo em bravura
Traz-me alegria ao âmago que espera por teu calor.
Tua voz me inspira a desbravar os mistérios de teu olhar
Na esperança de encontrar o maior dos tesouros
Guardado entre teus abraços os abraços em teu seio.

domingo, 10 de julho de 2011

Torpor

O momento de anestesia dos sentidos é leve.
O controle do corpo se torna precario.
A vontade de rir substitui a dor.
O andar é uma questão de equilibrio.
A queda é a relevancia do chão.
Os calcanhares balamçam o mundo.
A inclinação nos faz mover.
A leveza da entorpecencia nos parece acolhedora.
O frio se mostra companheiro nas calçadas.
Os joelhos cantam roucos e tremulos.
A poesia se tranforma em multilação.
O pensamento è afiado e penetra.
Os olhos não piscam e as lagrimas secam no chão.
O vapor e o calor vão pelos poros.
O alcool vira energia e desesperança.
Desnudo rumo a cama.
O fim da rotina è o incio do sono.
A quebra do silencio na noite magoada.
O sangue brota da ferida.
O sanitario jorra agua.
Abraçado ao chão o sonho vem.
Existe dor em mim tambem.
O que nos resta é a espera.
A anestesia perdeu a intensidade.
O corpo voltou.
A torpecencia terminou.

terça-feira, 5 de julho de 2011

-Caminhada-


A vida é um momento como na caminhada para um novo lugar.
Nessa caminhada iremos ver muitas paisagens.
Conheceremos muitas pessoas e suas historias.
Lidaremos com circunstâncias que nos provarão.
A caminhada nos mostrara que sempre podemos mais.
Aprenderemos com cada passo rumo a esse destino.
Quando chegamos ao final podemos admirar o caminho.

Nossas pegadas jamais se apagarão com o vento e a terra.
Nada ficará para trás flutuando na água.
As pedras nos acompanharão mesmo quando imóveis.
As folhas sempre estarão caindo ainda que encontrem o chão.
E a fogueira que acendemos jamais apagará.

As pessoas que encontramos estarão ainda lá mesmo quando já foram.
As palavras ditas ainda poderão ser escutadas.
O calor do toque ainda aquece a pele.
O reflexo de nossos rostos ainda estarão no rio ou no lago.
E o abraço nunca será sentido como de despedida.

Nos veremos perdidos em algumas circunstancias.
Não entenderemos alguns sinais.
Acabaremos sem saber o que se deve fazer.
No fim iremos notar que não importa, devemos continuar andando.
Que sempre nos acharemos dentro de nós mesmos.

A estrada ira calejar nossos pés e nossas mãos.
Ira aguçar nossos olhos para o que é real.
Nos tornara tolerantes perante as adversidades.
Fortalecera tudo o que nos constitui.
E nos tornara sensíveis para as coisas que valem à pena.

No final da estrada iremos ver por fim.
Um caminho com um destino quase certo.
Uma caminhada cansativa e revigorante.
Que no fim nos dá o maior das recompensas.
A oportunidade de nos relembrar dos momentos que vivemos.

sábado, 2 de julho de 2011

Ouro


O passado é um baú com tesouros dourados
Um baú que não perde nada só ganha
A riqueza sempre aumenta com esse baú.
No meu há muitos tesouros dourados
Alguns com nomes estampados
Outros com faces de cara e coroa
E há ate retratos com fotos que valem todo o ouro.
No meu passado há um tesouro
Somente um que vale mais que todos
É um enorme coração vermelho
Que pulsa continuamente o sangue
Em cada gota pode ser visto
A felicidade no meu olhar
Por ter estado contigo fazendo-me amar.