domingo, 25 de dezembro de 2011

-Razões nenhuma-



As vezes tudo se parece com nuvens no ceu
O silencio motiva as nuvens a cantarem
Lagrimas caem do céus e os ventos as carregam
Está tão longe agora aquele azul no horizonte
Pra onde foram as distancias que nos dividem
Observo as nuvens de longe e sinto o vento
Já não há tanta distancia entre nós como antes
Essas lagrimas do céu refrescam meu corpo
Sinto-me como nuvens no céu, o silencio me motiva
O vento carrega minhas aguas rumo ao horizonte
Já não há mais distancias entre minhas razões
Pois as nuvens se transformaram em agua
Me refresco nestas lagrimas
Não existe mais razões nas distancias do horizonte.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

-Ponta de saia-

Eu danço em meio ao nada vendo a borda de minha saia. As minhas mãos estão livres e meus ombros leves. Posso sentir o vento entrando pelos meus cabelos. Sou livre nesse instante onde ninguém pode saber quem eu sou. A dança da sociedade é compassada, um ritmo preestabelecido pelos ditames da ignorância. Eu posso dançar e ver a ponta de minha saia negra, eu posso dançar como uma sombra. Eu estarei sempre lá sem ser notado e sem ser incomodado. Eu poderei dançar e ver a ponta de meus dedos e a minha sandália negra. A sociedade para quando a noite cai e ela é dirigida pelos ditames da ignorância, por isso tamanho sono e preguiça em seus corações. Verei minha roupagem negra e os meus pés com sandália negra se moverem pelo vazio do espaço, como uma sombra atrás do objeto, eu serei o reflexo da luz que dança livremente e de olho fechados rodopia em parafuso no ar. Quando não restar mais sombras, nem sono, nem motivo para dormir eternamente, então eu descansarei sobre meus longos cabelos negros como as sombras.

sábado, 17 de dezembro de 2011

-Arte de coração-

Sou um asceta que busca pela essência da verdadeira arte. A essencial reside latentemente em meu coração. A técnica esta na mente do mestre que poderá me ensinar. Sou o fruto da arte e respiro inspiração, pois meu amor é a única energia que me alimenta os ânimos e meu corpo o único objeto pelo qual eu posso realmente expressar os meus desejos nesse mundo criado pela ilusão.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

-Pelo que acredito-

E por um segundo se foi o meu senso de mim mesmo e em um segundo eu perdi radicalmente a direção que seguia. O preço que venho pagando pelo meu ideal é de todos o mais caro, é de todos o que me confere mais satisfação e é de todos o mais difícil de se obter. Novamente eu tenho de escolher entre o meu ideal e a idéia mundana de ter alguém do meu lado. A prisão mental é de longe a mais cruel sentença que posso me oferecer e a que nestes últimos dias venho me sujeitando. Não sei exatamente onde estou nem como cheguei aqui, mas aqui não é o lugar que desejei estar. Aquele um segundo atrás, naquela exata piscada prolongada eu pisei fora da trilha, acho que escorreguei num desfiladeiro e cai numa caverna. Os limites físicos não me causam nenhum temor, mas ainda é cansativo ter que escalar de volta ou continuar daqui mesmo. O sol daqui ainda é bonito, o céu é azul, a paisagem permanece a mesma de sempre, agora é só voltar a andar que logo eu chegarei onde eu desejo estar. Deixarei meus pertences aqui de novo, porque nada me pertence somente essa idéia que eu sigo sem temer, pois nem mesmo o temor faz parte mais de mim. Sou livre, sou o que sou , aquele que dita por onde caminharei e como chegarei ate a idéia, ate a essencial idéia do que acredito ser real.

Por um mundo onde possamos ser nós mesmos!