terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sozinha solidão


Aos teus pés os meus braços
Aos meus abraços a solidão de você
Amei-te por demasiado corpo inteiro
Demasiado solitário com você
Onde anda meu amor?
Meu coração esquecido contigo?
Rejeitado meu presente amado
Vazio o meu peito sem o coração
Meus abraços no vento, solidão.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

-Vinho da taça-






Nessa noite eu não quero sentir mais nada
Somente o gargalo do meu vinho
Eu quero sentir essa vastidão dentro de mim
Os vales da meia noite estão cheios de sombras
E os estilhaços de minha garrafa estão pelo chão
Mas por que eles tinham de me cortar nessa noite?
Não posso senti-los entrando em minha pele
São apenas ferimentos, fissuras de minha mente
As sombras do vale se estendem todas ate mim
Meu copo de vinho acabou e eu não sinto meus lábios
Somente o gargalo sem vinho
E eu quero sentir essa vastidão em meu interior
Ao menos esse meu copo não ira se quebrar
E eu ficarei bem aqui nesta noite olhando
Ate que não possa mais e o efeito do vinho passe.

domingo, 16 de outubro de 2011

Imortal


O sangue parado apodrecera na veia que o carrega, o pensamento fará o mesmo com a mente que não muda. A podridão é o resultado de tudo aquilo que não se move, pois a morte é a inércia do espírito. Mortal é aquele que fica vagando no futuro e no passado, uma mente parada no vazio de algo que já não existe mais e que nunca chegará a ser, imortal é aquele que muda constantemente no presente, alterando as possibilidades que estão dispostas a isso. Quando o coração para o sangue estagna, quando a mente para ela padece e em seguida o coração perde seu propósito mais belo, o de ritmar uma vida imortal, uma vida de transformação que não compreende aquilo que não pode mudar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

-Romper-



Muitos hoje vinculam a posse material com a felicidade e outros valores básicos humanos. Há uma confusão entre os valores e a forma como são saciadas. Quando possuímos uma necessidade emocional, por mais que tentemos supri-la com objetos matérias como carros, perfumes, roupas, comida, etc, não conseguimos. Sempre há o sentimento de insatisfação quando tentamos saciar uma necessidade emocional com algo material. Na tentativa iremos enfrentar imensas jornadas de trabalho e um desgaste físico/emocional imenso que nos levara a posse do objeto e estresse acumulado. Dessa forma obteremos o objeto graças ao trabalho (o salário), porem a carga emocional anterior é somado ao nível de estresse gerada pela rotina de trabalho e outros fatores como ansiedade.
A mídia acreditando que esta nos controlando assim define nosso padrão de comportamento e nos torna voltado para o consumo. Ela nos mostra uma idéia errônea de felicidade e satisfação, mostrando que o objeto material consumível saciará as nossas necessidades. Nós aceitamos essa visão justamente por desconhecermos nossas reais necessidades e como saciá-las. A falta dessa informação crucial torna-nos manipuláveis, pois sem saber como realmente ser felizes aceitamos isso como verdade por não possuirmos outro ponto de vista.
Um objeto material só pode saciar uma necessidade material. Essa necessidade material é a fome, sede, frio e coisas ligadas ao corpo. Quando se esta com frio compra-se um casaco para que ele nos mantenha aquecidos, compramos um alimento para que nosso corpo se mantenha funcionando, isso entre outras necessidades como o sono e a higiene. As necessidades do plano emocional aparentam abrangentes, quase incontáveis. Basicamente o ser humano precisa de afeto, compreensão e outras emoções que naturalmente não possui vínculo material. Quando misturamos estes valores causamos uma profunda angustia no coração da sociedade, levando a uma desarmonia imensa e assim chegando a problemas complexos dentro da nossa atual sociedade.
Devemos aprender a nos observar, a tentar nos entender a cada instante para realmente saber o que desejamos, entender nossas necessidades, o que nos deixa alegres e tristes, saber o que realmente somos para que não confundamos os nossos valores com coisas banais que irão acabar, para que não confundamos um companheiro verdadeiro com a posse de um automóvel, para que não misturemos aquilo que é agradável com o que realmente é bom. Para que não vinculemos nossa felicidade a um objeto que logo ira deteriorar-se. Concentremos em nós mesmos, olhemos para dentro de nós e perceberemos assim que tudo o que precisamos pra sermos felizes, alegres e inúmeras outras coisas boas e ruins esta dentro de nós juntamente com o que vai saciar nossas necessidades. Não precisamos ir longe pra sermos felizes, basta fechar os olhos e sentir o coração batendo.

Não é na posse material que encontramos a alegria, mas sim no sorriso de quem nos acompanha.