Agora que decidiu teu caminho
posso eu andar pela minha estrada
numa noite de ventos congelantes - alma fria
nesta estrada que percorro – sombria
Vou nesse rumo sem saber ao certo
quem sabe o destino que me guarda
olhando pra este mar aberto
nebuloso, tempestuoso, temeroso
de olhos vendados nadando no incerto
este é meu destino final
uma espera por alguém alem deste lugar
refinado em canções que falam sobre algo banal
e no fim do caminho um despertar
como é dura esta realidade de misérias
fico aqui neste banco olhando os passarinhos
todos já estão secos, não prestam nem como iguarias
pra acompanhar sozinhos meus frascos de vinhos
de muitos ideais e sentimentos que não traguei
simplesmente absortos por outros pulmões
ao vento e entre meus dedos os deixei
agora luto para parar o giro dos timões
destes navios que navegam no rio de meu peito
naufragados em meio tanta turbulência
e junto aos navios eu me vou fundando
por ver onde este empuxo vi me levando
e te perder pro meu sangue que me sufoca
e transborda por te amar
agora que minhas veias regurgitam
e meu espírito espera por te
alem daquele pomar