domingo, 19 de dezembro de 2010

-Pensamentos vomitados-

O vento, aquele sopro fresco que limpa a minha mente do que mais temo talvez o próprio pensamento de temor ao temor, mas ainda sim não o permito invadir os locais sagrados de minha mente. O meu coração esta descompassado, algo esta me perturbando, talvez pela falta de dormir regularmente, ou pelo que experimento ao entrar em comunhão com o absoluto. O vento, aquele sopro que limpa a minha face de terra vermelha de sangue, essa é minha perturbação, o fato de ser perturbando em minha liberdade, de ter que pensar em talvez ser prisioneiro da minha liberdade! Confuso pois somente digo o que digo, sem um nexo certo, pois o que é certo? É certo de que somos todos livres de nossa liberdade e prisioneiro do que achamos ser o que achamos. Não que seja confuso aos que lêem, ma sim aos que não lêem, pois não digo com palavras exatas e sim por dizeres de sensações, então quem lê para ler não lê e quem sente quando lê então se está realizado de sentir o que percebe ler. Sei que não compreendem ao certo os dizeres que aqui se apresentam nesses binários alfabetos sagrados da computação traduzidos nas letras inteligíveis que vocês estão por agora vendo. Um computador que sente em binários e um ser humano que raciocina milagres, tudo faz sentido, tão simples quanto à complexidade de ser do não ser sendo, adoro essas coisas, pois eu não as entendo, mas sinto suas complexidades como as nebulosas que formam os universos, hoje é o dia de expressão majestosa, pois somente escrevo por ser viciado nos meus sentidos de sentir, adeus e um beijo a vocês e a mim!

Como vomitar os pensamentos e dar descarga!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

-Licor-

Quando as pétalas caem em rosas
O intoxicante e sutil perfume
Aromáticos venenos e sensações
Pairam ao vento e no ar se vão
Suave amargor passa em meu semblante
Entra no espinho a dor da carne
Safra de uma gota rara
Das veias nasce o licor
Que embriaga e anestesia
Que paralisa a intensidade
Dois frascos jogados
Num único gole tragados
Rosas ao chão
Ventos levando o perfume
Rolando na cama desarrumada
Morrendo de embriagues
Vil e cruel cirrose
Que mata por paixão

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

-Poeira-

Penso às vezes no mundo
Mas minhas tão pequenas mãos
Nunca poderiam pega-lo
Só um punhado de sua areia
E vejo na poeira lançada
Os sonhos de quem dorme
E na poeira estiada
Os sonhos de quem acorda
O mundo da grandeza
Faz-nos sonhar com tamanho
Realeza da poeira lançada

Penso às vezes na poeira
Que nos olhos entrou
Vejo nela os sonhos
De quem não dorme
O sofrimento de quem não acorda
E o arder nos olhos ao piscar
Somente as lagrimas derramadas
Poderiam limpar tais olhos
Cheios de poeira lançada
Que eu vejo os sonhos
Desses que se deixam levar
Pela aparente grandeza do mundo, dos sonhos.
Que essa poeira não permite enxergar

-Agora-

Algo brilha intenso
Parece uma alucinação
Esta dentro da minha cabeça
Através dos meus olhos
Posso ver alem do aqui
Mas viverei só
Este momento no agora
Neste momento exato
O horizonte estava longe
Mas posso vê-lo perfeito
O sonho que nasce
Tocar com as mãos
Outra alucinação
Posso viver alem daqui
Mas não agora
O momento de ir embora
No exato tempo
Logo chegara como acordar