E por um segundo se foi o meu senso de mim mesmo e em um segundo eu perdi radicalmente a direção que seguia. O preço que venho pagando pelo meu ideal é de todos o mais caro, é de todos o que me confere mais satisfação e é de todos o mais difícil de se obter. Novamente eu tenho de escolher entre o meu ideal e a idéia mundana de ter alguém do meu lado. A prisão mental é de longe a mais cruel sentença que posso me oferecer e a que nestes últimos dias venho me sujeitando. Não sei exatamente onde estou nem como cheguei aqui, mas aqui não é o lugar que desejei estar. Aquele um segundo atrás, naquela exata piscada prolongada eu pisei fora da trilha, acho que escorreguei num desfiladeiro e cai numa caverna. Os limites físicos não me causam nenhum temor, mas ainda é cansativo ter que escalar de volta ou continuar daqui mesmo. O sol daqui ainda é bonito, o céu é azul, a paisagem permanece a mesma de sempre, agora é só voltar a andar que logo eu chegarei onde eu desejo estar. Deixarei meus pertences aqui de novo, porque nada me pertence somente essa idéia que eu sigo sem temer, pois nem mesmo o temor faz parte mais de mim. Sou livre, sou o que sou , aquele que dita por onde caminharei e como chegarei ate a idéia, ate a essencial idéia do que acredito ser real.
Por um mundo onde possamos ser nós mesmos!
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