terça-feira, 14 de dezembro de 2010

-Licor-

Quando as pétalas caem em rosas
O intoxicante e sutil perfume
Aromáticos venenos e sensações
Pairam ao vento e no ar se vão
Suave amargor passa em meu semblante
Entra no espinho a dor da carne
Safra de uma gota rara
Das veias nasce o licor
Que embriaga e anestesia
Que paralisa a intensidade
Dois frascos jogados
Num único gole tragados
Rosas ao chão
Ventos levando o perfume
Rolando na cama desarrumada
Morrendo de embriagues
Vil e cruel cirrose
Que mata por paixão

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