Penso às vezes no mundo
Mas minhas tão pequenas mãos
Nunca poderiam pega-lo
Só um punhado de sua areia
E vejo na poeira lançada
Os sonhos de quem dorme
E na poeira estiada
Os sonhos de quem acorda
O mundo da grandeza
Faz-nos sonhar com tamanho
Realeza da poeira lançada
Penso às vezes na poeira
Que nos olhos entrou
Vejo nela os sonhos
De quem não dorme
O sofrimento de quem não acorda
E o arder nos olhos ao piscar
Somente as lagrimas derramadas
Poderiam limpar tais olhos
Cheios de poeira lançada
Que eu vejo os sonhos
Desses que se deixam levar
Pela aparente grandeza do mundo, dos sonhos.
Que essa poeira não permite enxergar
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