domingo, 10 de julho de 2011

Torpor

O momento de anestesia dos sentidos é leve.
O controle do corpo se torna precario.
A vontade de rir substitui a dor.
O andar é uma questão de equilibrio.
A queda é a relevancia do chão.
Os calcanhares balamçam o mundo.
A inclinação nos faz mover.
A leveza da entorpecencia nos parece acolhedora.
O frio se mostra companheiro nas calçadas.
Os joelhos cantam roucos e tremulos.
A poesia se tranforma em multilação.
O pensamento è afiado e penetra.
Os olhos não piscam e as lagrimas secam no chão.
O vapor e o calor vão pelos poros.
O alcool vira energia e desesperança.
Desnudo rumo a cama.
O fim da rotina è o incio do sono.
A quebra do silencio na noite magoada.
O sangue brota da ferida.
O sanitario jorra agua.
Abraçado ao chão o sonho vem.
Existe dor em mim tambem.
O que nos resta é a espera.
A anestesia perdeu a intensidade.
O corpo voltou.
A torpecencia terminou.

3 comentários:

  1. nooh arhurt, medo de você!
    ficou muito bom, misturou muitos sentimentos quando li, mtt massa!

    ResponderExcluir
  2. nossa que massa, a angustia é uma boa inspiração para poemas, ficou meio augusto dos anjos.. muito bom veio!

    ResponderExcluir
  3. nó, lindo o poema!
    concordo com o cesar, a angustia gera poemas lindos, principalmente de experiencias vividas pelo autor
    mas ta bem mais leve que augusto dos anjos
    ficou mt lindo mesmo!
    mas ve se n se mata de beber mais ;P
    hahaha

    bjos

    ResponderExcluir